O Neuromarketing é uma vertente da neurociência que consiste na ideia de ‘entrar na mente’ do consumidor, ou seja, quais são as reais motivações que o levam a consumir, a optar por uma determinada marca ou produto. Atualmente é possível identificar as reações que ocorrem no cérebro de uma pessoa exposta a um anúncio ou ao próprio produto. A partir do momento em que tais reações são mapeadas, elas podem ser usadas pelas marcas para promover os bens que comercializam por meio de abordagens mais eficientes. Basicamente, essa ciência parte dessa premissa, mas ainda é pouco utilizada, especialmente no Brasil. Vamos ver como usar o Neuromarketing no Marketing Digital?

Como usá-lo no Marketing Digital?

A aplicação do Neuromarketing no Marketing Digital pode resultar em um aumento expressivo das vendas, especialmente para as empresas que vendem pela internet. A neurociência diz que o comportamento de alguém (inclusive de compra) é realmente motivado por estruturas irracionais do cérebro (sistema límbico).

As compras pela internet tendem a ser muito rápidas e práticas, o que aumenta as chances de que o consumidor adquira aquele produto por impulso, pela emoção que todo o apelo lhe causa. O Neuromarketing no Marketing Digital faz com que essas emoções sejam evocadas com mais eficiência, por meio de dicas que você verá a seguir:

Estimule os sentidos

Para influenciar esse lado mais irracional do ser humano, é essencial estimular os sentidos. Na internet, é possível aguçar especialmente a visão e a audição. Se a empresa faz pré-venda de veículos por e-commerce, por exemplo, pode ser interessante que o consumidor ouça o som do motor quando clicar sobre a foto. Dentro desse mesmo exemplo, investir em fotos de detalhe, que mostrem o quanto a textura do banco é macia e confortável, é interessante.

A ideia é construir uma estratégia digital baseada não apenas em uma linguagem verbal, mas na tentativa de despertar sensações de quem está do outro lado.

Faça storytelling

Contar histórias é outra estratégia que estimula o lado emocional do ser humano, especialmente quando a pessoa se identifica com a narrativa. Mas lembre-se que o ambiente é a internet, ou seja, essas histórias não podem ser extensas ou complexas demais. O ideal é que tenham os elementos principais: um enredo, protagonista, antagonista, conflito e final feliz.

O final feliz é essencial e, de preferência, deve estar associado à marca ou produto, ainda que de forma sutil. O storytelling deve ter um objetivo maior do que apenas vender, pois está relacionado ao engajamento do público com a empresa a partir dos valores que são demonstrados.

Crie uma urgência

Utilize palavras, expressões e imagens que acelerem a mente do consumidor, trazendo a ideia de que ele precisa adquirir o produto imediatamente para resolver um problema ou ter uma satisfação. Para colocar esse tópico em prática, são eficientes frases no estilo ‘Adquira agora mesmo’, ‘Últimas unidades com preço promocional’.

Tais mensagens podem ser escritas em cores mais chamativas, mas cuidado para não utilizar uma fonte muito grande ou excesso de efeitos, porque pode ficar apelativo demais e prejudicar a credibilidade da marca, mesmo que a ideia seja mexer com as emoções. É importante tomar cuidado com exageros.

Use bastante a palavra ‘você’

Embora os anúncios e produtos sejam destinados a um grande público, o consumidor deve se sentir único. Mesmo que ele tenha consciência de que não é assim, o lado irracional do cérebro precisa sentir que aquela mensagem está sendo direcionada para ele. Quando se utiliza a palavra ‘você’, cria-se a noção de que o produto é perfeito para aquela pessoa e vai resolver algum problema dela.

Portanto, esqueça a comunicação generalista, seja específico. Experimente aplicar o Neuromarketing no Marketing Digital e, certamente, você irá melhorar seus resultados, não só em vendas, mas também em engajamento e fidelização do cliente.